Programação

Formação em Arte, Educação e Cultura visual | FLECHAS NO TEMPO: A EDUCAÇÃO COMO ENCANTE

3 de julho de 2018 | 16h | Escola do Olhar

Ao longo de séculos fomos ensinados a ler o mundo como algo total, fomos orientados por um modelo de conhecimento que se diz universal e nos narra sobre os seres, as experiências e as formas de praticar a vida. Porém, pouco questionamos a possibilidade desse modelo ser somente parte dos conhecimentos e formas possíveis. Nessa perspectiva, é emergencial a tarefa da educação enquanto uma ação de responsabilidade com os seres que foram gerados pelos efeitos desse acontecimento. Dessa maneira, diríamos que a tarefa da educação é transgredir esse modo totalitário, ou seja, confrontar a dominação do ser e saber potencializando outras rotas. O objetivo deste curso é desenvolver reflexão teórica e crítica sobre o colonialismo como sendo um efeito que opera até os dias de hoje na formação dos seres, mentalidades e linguagens. Nesse sentido, apresentaremos como o projeto de dominação colonial se impôs ao longo do tempo através da violência sistemática na subalternização de gramáticas e conhecimentos. Em contrapartida, salientaremos a emergência das presenças e linguagens subalternas como possibilidades de invenção e transgressão a esse modelo. Em outras palavras, é através do reconhecimento de experiências e conhecimentos outros que iremos lançar questões sobre a educação como uma forma de descolonização do ser e do saber.

 

> Este curso é voltado para professores, educadores de museus, educadores sociais, agentes de educação e coordenadores pedagógicos, preferencialmente das redes públicas, de todos os segmentos da educação.

> 40 vagas. 

:: As aulas acontecerão às terças-feiras (26.06, 03.07, 10.07 e 17.07), das 16h às 19h
:: Carga horária total: 12h - O curso é continuado e os certificados serão entregues apenas para os participantes que cumprirem 75% da carga horária

Sobre os professores

Luiz Antonio Simas

Historiador, escritor e professor, é autor de livros como O vidente míope (2007), sobre J. Carlos e o Rio de Janeiro da década de 1920, em parceria com Cássio Loredano; Samba de enredo: história e arte (2010), com Alberto Mussa; Pedrinhas miudinhas: ensaios sobre ruas, aldeias e terreiros (2013) e Dicionário da história social do samba (2016), com Nei Lopes, vencedor do Jabuti como melhor livro de não ficção. Almanaque brasilidades (2017), é um pequeno inventário da história cultural do Brasil. Autor do livro Fogo no mato: a ciência encantada das macumbas(2018), com Luiz Rufino. Assina no jornal O Dia coluna semanal sobre a cultura das ruas cariocas. Desenvolve o projeto Ágoras Cariocas, ligando educação, música popular e história dos bairros da zona norte do Rio de Janeiro, em parceria com o coletivo Norte Comum.

Luiz Rufino

Doutor em educação pelo PROPED/UERJ (2017), mestre em educação (2013) e graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2010). Atua principalmente nos seguintes temas: conhecimentos, educações e linguagens outras. Crítica Decolonial, antirracismo, processos de formação em diferentes contextos educativos, processos identitários, outras pedagogias e educações nas culturas populares. Autor do livro Fogo no mato: a ciência encantada das macumbas (2018), com Luiz Antonio Simas.

Inscrições aqui

> Inscrições até 21 de junho de 2018. Caso as vagas sejam preenchidas, podemos proceder com o bloqueio do formulário antes do prazo previsto.

> Um e-mail de confirmação de inscrição será enviado apenas para os selecionados.