Programação

MAR na Academia - Curso Realismos com Stefanie Baumann - Seminário Internacional Chamar as chamas: imagens, gestos, levantes

Este seminário internacional, que ocorrerá entre os dias 23 e 26 de novembro, aborda as dimensões estéticas das forças individuais e coletivas que são invocadas em rebeliões ou levantes. O que se busca chamar, nos diálogos aqui propostos, é aquilo que arde nas imagens surgidas desses acontecimentos. Nessa tentativa, procura-se resgatar diferentes gestos de insurgência que revoltam o mundo ou que contra ele se levantam. Impulsos que mobilizam ações e paixões, fulgurando-se numa constelação de obras por meio de imagens, palavras ou pensamentos. Complementando o seminário, a programação do evento inclui o curso Realismos - Sobre as percepções políticas do real, com Stefanie Baumann, duas conferências de Georges Didi-Huberman e o lançamento de dois livros desse autor pela Coleção ArteFíssil, publicados pelo Museu de Arte do Rio em coedição com a Contraponto Editora. O evento, organizado por Tadeu Capistrano (UFRJ) e Georges Didi-Huberman (EHESS), é mais uma realização do Museu de Arte do Rio - MAR em parceria com o Programa de Pós-graduação em Artes Visuais (PPGAV) da UFRJ. 

Inscreva-se aqui para o curso.

O seminário conta com o patrocínio do Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura, Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro e Braskem.

Brutalitat in stein. 1961. Alexander Kluge Peter SchamoniCurso com Stefanie Bauman

REALISMOS - SOBRE AS PERCEPÇÕES POLÍTICAS DO REAL

18 a 20 de nov, das 9h30 às 13h30 | Sala 2.2 da Escola do Olhar
O curso será ministrado em inglês.
Certificados expedidos com 75% de participação.

Nos anos 1930, um debate apaixonado pôs pensadores e artistas marxistas-leninistas, tais como Bertolt Brecht, Ernst Bloch e Georg Lukács. Enquanto esses autores concordavam com a necessidade de fazer uso do realismo na arte e na literatura como arma  política, crítica e produtiva contra as ideologias fascistas, a abordagem – como esse realismo deveria ser constituído, como o conteúdo e a forma deveriam ser pensados em conjunto – diferia fundamentalmente: deveria ao artista visar à representação da realidade como um todo, conforme defendido por Lukács, a fim de revelar suas condições ideológicas subjacentes, ou, ao contrário, conforme sugerido por Brecht, encontrar uma forma adequada de expressar seu caráter fragmentário e engajar o espectador como sujeito ativo? A partir de um panorama dessa calorosa discussão, observaremos uma posição mais recente sobre o tema, que foi tomada pelo diretor de filmes e intelectual alemão Alexander Kluge. 

Stefanie Baumann é filósofa de formação, sua tese de doutorado foi sobre o projeto The Atlas Group, do artista Walid Raad. Trabalhou como assistente pessoal da artista Esther Shalev-Gerz, colaborou com os vídeo artistas Marie Voignier e Mounira Al Solh. Em 2013, coorganizou a exposição Atlas, Suite com o artista Arno Gisinger e o filósofo Didi-Huberman. Está envolvida, desde 2012, com o projeto transdisciplinar Suspended Spaces. Lecionou filosofia na Universidade de Paris VIII, bem como estética e arte contemporânea na Ashkal Alwane e na Academia Libanesa de Belas Artes, em Beirute, Libano. Atualmente vive e trabalha em Lisboa, onde desenvolve projeto em torno da obra de Theodor Adorno.

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