Programação

Mulheres na Coleção MAR apresenta: Odiolândia

Quarta-feira, 12 de dezembro | 17h
 
Entrada gratuita | Espaço sujeito à lotação
 

Como parte da programação da exposição Mulheres na Coleção MAR, o Museu de Arte do Rio apresenta em 12 de dezembro o projeto Odiolândia, de Giselle Beiguelman.

Iniciado em 2017, o trabalho compila reações publicadas na Internet sobre acontecimentos recentes que mobilizaram o país. No auditório do MAR, a artista fará a 1º leitura do inédito "Odiolândia: Marielle Franco", elaborado com base nos comentários a respeito do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em março deste ano. Tais manifestações revelam um tecido social contaminado pela cultura do ódio e pelo preconceito racial, social e de gênero.

Em seguida, Beiguelman exibirá a primeira parte do projeto, o vídeo “Odiolândia” (2017), pensado durante o acompanhamento das postagens sobre as ações policiais realizadas na área da cidade de São Paulo conhecida como Cracolândia.  

“Isso foi a matéria prima da minha instalação. A culpabilização das vítimas, o desejo de ver os mesmos destinos trágicos expandidos a outras minorias, como migrantes nordestinos, gays e sem-terra, é recorrente. A demanda pela liberação do porte de armas, a pena de morte, a intervenção militar repete-se como um mantra capaz de solucionar tudo”, explica Giselle Beiguelman.

Ao fim das apresentações, haverá roda de debate entre a artista, Eliana Sousa e Silva e Eduardo de Jesus.

PROGRAMAÇÃO

- 1ª leitura pública de Odiolândia: Marielle Franco
Neste trabalho inédito, a artista lê uma seleção de comentários sobre a morte da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes.

- Exibição da obra Odiolândia (2017) 
Instalação incorporada recentemente ao acervo do MAR, que compila reações do público à violenta operação realizada na cracolândia de São Paulo em 2017.

- Mesa de conversa com a artista Giselle Beiguelman
Debatedores: Eliana Sousa Silva e Eduardo de Jesus

Giselle Beiguelman
Pesquisa preservação de arte digital, arte e ativismo na cidade em rede e as estéticas da memória no século 21. Desenvolve projetos de intervenções artísticas no espaço público e com mídias digitais. É professora livre-docente da FAUUSP e foi coordenadora do seu curso de Design, de 2013 a 2015. Entre seus projetos recentes destacam-se Memória da Amnésia (2015), Odiolândia (2017) e a curadoria de Arquinterface: a cidade expandida pelas redes (2015). É membro do Laboratório para OUTROS Urbanismos (FAUUSP) e do Interdisciplinary Laboratory Image Knowledge – Humboldt-Universität zu Berlin. Autora de diversos livros e artigos sobre arte e cultura digital, suas obras integram acervos de museus no Brasil e no exterior, como ZKM (Alemanha), Yad Vashem (Israel), Latin American Colection – Essex University (Inglaterra), MAC-USP e Pinacoteca do Estado de São Paulo. Foi editora-chefe da Revista seLecT (2011-2014) e é colunista da Rádio USP e da Revista Zum. 

Eliana Sousa Silva 
Em 2007 fundou a ONG Redes de Desenvolvimento da Maré, organização que visa o desenvolvimento do maior conjunto de favelas no Rio de Janeiro, a Maré. Com experiência na elaboração de projetos sociais, atua principalmente nos temas relacionados a movimentos sociais, favela, educação comunitária, trabalho comunitário, diagnóstico social e segurança pública. É titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo e curadora do festival Mulheres do Mundo (WOW), que realizou sua primeira edição no Brasil em novembro de 2018.

Eduardo de Jesus
É graduado em Comunicação Social pela PUC-MG, mestre em Comunicação pela UFMG e doutor em Artes pela ECA/USP. É professor do programa de pós-graduação da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas. Atua na Associação Cultural Videobrasil. É curador com atuação na área do audiovisual (cinema, vídeo e televisão), arte contemporânea e tecnologia. Entre suas curadorias estão esses espaços (Belo Horizonte, 2010), Densidade Local, em parceria com Gunalan Nadarajan, para o Festival Transitio-MX (Cidade do México, 2008) e Mostra Fiat Brasil (2006). Entre 2009 e 2010 coordenou, junto com Jochen Volz, o curso de especialização Arte contemporânea: reflexão e crítica, numa parceria entre IEC-PUC Minas e Inhotim. Tem publicado textos, ensaios e resenhas em torno da produção artística contemporânea.